Lilian Maria Alvares 23/11/2018 – 22/11/2020 (Coordenadora Substituta) 28/12/2025 – Atual
Luis Carlos Lopes 29/04/1993 – 20/2/1995
Miriam Manini 04/07/2006 – 28/08/2008
Paulo José Viana de Alencar 16/06/2025 – 07/11/2025
Renato Tarciso B. de Sousa 21/09/1995 – 20/11/1997 01/05/2005 – 05/06/2006
Rogério Henrique A. Júnior 12/03/2003 – 07/06/2004
Rosane Montiel 20/11/1997 – 01/03/1999
Sebastião de Souza 22/02/1995 – 21/09/1995
Shirley do Prado Carvalhedo 01/04/2023 – 16/06/2025
Walda de Andrade Antunes 09/12/1992 – 29/04/1993
Professores que já estiveram no curso
Ex-professores do quadro permanente:
Celina Kuniyoshi
Eliane Braga de Oliveira
Heloisa Liberalli Bellotto
Isa Miriam Bitencourt de Almeida Poupard
Luis Carlos Lopes
Marcio Assumpção
Miriam Paula Manini
Paulo Jose Viana de Alencar
Rosane Montiel
Professores substitutos:
Alessandra dos Santos Araújo
Ana Maria Varela Cascardo Campos
Andresa de Moraes e Castro
Antônio Carlos Navarro de Andrade
Clarimar Almeida Valle
Daniela Francescutti Martins Hott
Ívina Flores Melo Kuroki
José Antônio Machado do Nascimento
José Carlos Andreoli
José Silvino Filho
Keity Verônica Pereira da Cruz
Larissa Cândida Costa
Lucas Zelesco de Oliveira
Lucia Margarida Alheiro da Silva
Márcio de Assumpção Pereira da Silva
Maria Ivonete Gomes do Nascimento
Maria José de Oliveira
Otacílio Guedes Marques
Rosale de Mattos Souza
Rosane Gonçalves dos Santos
Rosane Montiel
Sérgio Peçanha da Silva Coletto
Shirley do Prado Carvalhedo
Tatiana Costa Rosa
Tereza Cristina Maury
Thérèse Hofmann Gatti
Vanderlei Batista dos Santos
Wadson da Silva Faria
Professores voluntários:
Keity Verônica Pereira da Cruz
Maria Albeti Vieira Vitoriano
Monica Tenaglia
Tânia Maria de Moura Pereira
Professores do curso de Biblioteconomia e de Museologia que ministraram disciplinas específicas da Arquivologia:
Ailton Luiz Feitosa
Ana Lúcia de Abreu Gomes
Haruka Nakayama
Jayme Leiro Vilan Filho
João Evangelista
Marcílio de Brito
Maria Cristiane Barbosa Galvão
Mariza Perrone
Roberto Schaefer de Azevedo
Sely Maria de S. Costa
Simone Bastos Vieira
Suely Angélica do Amaral
Tarcísio Zandonade
Walda de Andrade Antunes
Professores visitantes estrangeiros:
Armando Malheiro da Universidade do Porto, Portugal
Mensagens Reitoria e Coordenação
Depoimentos dos docentes
Depoimento em texto
Minha história com o Curso de Arquivologia da Universidade de Brasília
O ano era 1998. Rosane Montiel, jovem professora do novíssimo curso de graduação em Arquivologia da UnB, me falou do edital recém-publicado para concurso público para docente e o quanto ela gostaria que eu dele participasse. Além da graduação em História, nós duas tínhamos também em comum o jornal da imprensa alternativa, Movimento: eu, devido à minha passagem pelo jornal no final dos anos 1970; ela, por tê-lo escolhido como tema de sua dissertação de mestrado na USP. O edital previa duas vagas para professor assistente. Eliane Braga de Oliveira e eu fizemos o concurso e assumimos as respectivas vagas em agosto de 1998. Para minha felicidade, o tema sorteado da prova escrita foi a questão do acesso! E eu acabara de editar o n. 1 da revista do Arquivo Público do DF, Quadrilátero, com o dossiê Os arquivos da repressão: do recolhimento ao acesso. Walter Mello, então Superintendente do ArPDF, me incumbira de criar uma revista do órgão. Foi nessa experiência editorial que tive o primeiro contato com Eliane Braga de Oliveira e Cynthia Roncaglio, futuras colegas na UnB, ambas convidadas para escreverem artigos sobre o recolhimento de acervos do período da ditadura militar: Eliane, sobre os acervos da censura recolhidos ao Arquivo Nacional; Cynthia, sobre os arquivos do DOPS recolhidos ao Arquivo Público do Paraná. Era minha segunda passagem pelo ArPDF, agora como gerente cultural. A primeira, ocorrera no final dos anos 1980, como pesquisadora da Gerência de arquivo permanente, oportunidade para aprofundar-me nas questões próprias dos arquivos e das instituições arquivísticas, participando de congressos da área e de cursos de formação oferecidos pelo Arquivo Nacional no Rio de Janeiro. Foi num desses cursos que tive a honra de conhecer e seguir as aulas do arquivista francês Michel Duchein, especialista já consagrado entre nós e desde então presença permanente na bibliografia das minhas disciplinas na graduação. Esse primeiro contato como aluna, encorajou-me a, muitos anos depois, em 2004, homenageá-lo no I Congresso Nacional de Arquivologia, evento organizado pelo Curso de Arquivologia em parceria com a Associação Brasiliense de Arquivologia, a Abarq.
A minha experiência no ArPDF foi essencial para meu aperfeiçoamento no campo arquivístico, agora do “outro lado do balcão”: de pesquisadora nos arquivos como historiadora, passei a preparar o material para os pesquisadores, como arquivista. Esse período resultou no projeto Memória da construção de Brasília, quando produzimos um vasto acervo de depoimentos orais, entre eles os de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e o Guia preliminar de fontes para a história de Brasília. Levei essa experiência para a sala de aula na UnB.
Meu ingresso no Curso de Arquivologia ocorreria após três anos do meu retorno a Brasília, depois de uma estadia de quase cinco anos cursando um doutorado em história contemporânea na França, na Université de Paris (Paris IV – Sorbonne). Eu voltaria a Paris em novembro de 1998, já como docente da UnB, para, enfim, defender minha tese, em dois volumes, num total de 854 páginas. Durante o processo de pesquisa nos arquivos da França e o contato com arquivistas franceses consolidou-se em mim a certeza da importância da formação universitária dos/as arquivistas brasileiros para a organização, preservação e acesso aos arquivos e compromisso com as questões do seu tempo, em especial a memória. Expressei essa certeza em 2001, no meu discurso como patronesse da turma de Arquivologia daquele ano – “a primeira turma de formandos da Arquivologia do século XXI” (como a turma se autodenominou à época):
Ser a primeira turma de formandos da Arquivologia do século XXI traz em si uma dupla responsabilidade. A primeira, diz respeito ao compromisso implícito de vocês com os problemas de seu tempo, as questões e os desafios profissionais e éticos colocados por este século que se inicia. Em segundo lugar, vocês não podem se esquecer de que, de alguma maneira, são herdeiros daquele “breve século XX” do qual fala o historiador Eric Hobsbawn, pródigo em invenções, mas também rondado pela barbárie, sob todas as formas; um século no qual velocidade e revolução nas telecomunicações não significaram necessariamente, um aumento da fraternidade entre os povos ainda que os tenha aproximado geográfica e temporalmente. O reconhecimento do Outro, nas suas especificidades e diferenças, acompanhado da ternura pura e simples pelo que há de humano em todos nós, é uma utopia não realizada pelo século XX e que, portanto, deve permanecer na agenda do século XXI.
Nesses vinte e oito anos como docente do Curso de Arquivologia, aprendi muito com minhas alunas e meus alunos e espero ter deixado – e ainda deixar – boas lembranças como educadora, na concepção de Paulo Freire. Foram tantas e diferentes as disciplinas que ministrei no interesse do Curso, todas me proporcionando um espaço de trocas e experimentações que, muitas vezes, ultrapassaram o espaço do campus Darcy Ribeiro: as viagens que fizemos a Pirenópolis e à Cidade de Goiás; as exposições em Museus da cidade, os filmes que assistimos. Orientar nossas alunas e alunos em Iniciação Científica me enche de orgulho, bem como integrar o quadro docente do curso de Arquivologia, compartilhar com colegas docentes ações que buscam torná-lo cada vez melhor e em consonância com a missão de ensino, pesquisa e extensão.